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Compra de caminhões de caminhões é estudada


Fenabrave-MT não acredita em aumento nas vendas.

Produtores de soja de Mato Grosso estudam a possibilidade de comprar caminhões para reduzir os custos no escoamento da produção. O investimento pode chegar a cerca de R$ 4 bilhões, com a montagem de uma frota de 5 mil veículos, quantidade aproximada de associados da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja). Cada veículo custaria em média R$ 800 mil. O planejamento de viabilidade de aquisição ocorre enquanto a medida provisória que instituiu a política de preços mínimos do frete não é sancionada pelo presidente da República, Michel Temer.

Uma série de ações judiciais tenta derrubar o “tabelamento”, mas ainda não há decisão final. De acordo com o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, há produtores planejando a compra de caminhões no Estado e pedindo orientação da entidade. “Se otimizar a renda do produtor, por que não viabilizar isso? Já compramos colheitadeiras e outras máquinas agrícolas com valor próximo ao de um caminhão utilizado para o transporte de grãos. A máquina só trabalha em determinados períodos, já o caminhão roda o ano todo. A chance de aumentar a quantidade do caminhões no campo é real”.

Segundo Galvan, o custo para aquisição do transporte não deve ser um problema. Além de ter condições de realizar o investimento, os produtores estimam a redução no custo com o frete para escoar a produção, mesmo que a compra do equipamento esteja limitada a uma unidade por produtor. “O sojicultor sabe dos riscos, mas se ele pode levar o produto e ainda carregar o caminhão de insumos na volta é economia”. Além do aumento no custo do frete, a entidade ressalta que com a solução, os produtores precisarão pagar pelo frete por trecho, somados ida e volta, independente de o caminhão voltar vazio. Por fim, o presidente minimiza a questão e afirma que o setor acredita que a Justiça irá derrubar a tabela de preços mínimos do frete, por meio dos diversos processos existentes na Justiça, como a própria ação ordinária movida pela Aprosoja Brasil na Justiça Federal, por entender que o transporte rodoviário de cargas deve obedecer a lei da oferta e procura.

O caminhão utilizado para o transporte de grãos, o chamado bitrem, conta geralmente com 9 eixos e transporta cerca de 57 toneladas. O custo médio no mercado é estimado em R$ 800 mil. O produtor poderá contar com linhas tradicionais, como Finame e outras oferecidas pelas instituições financeiras para adquirir o bem. Apesar da projeção de compra de 5 mil unidades da Aprosoja, a entidade que representa as concessionárias não acredita em aumento nas vendas, já que a demanda permanecerá a mesma, independentemente de quem realizar o transporte. “Se os agricultores forem comprar não vão fazer o contrato de transporte. E o transportador, que é uma categoria profissionalizada, já vai trocar os veículos este ano, conforme demonstra o crescimento de 71% nas vendas do 1º semestre”, comenta o diretor financeiro da Fenabrave/ MT, Carlos Melnec. 

A Gazeta 

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Data: 19/07/2018
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